Chuva no telhado.

Nós sempre temos a tolice de tentar achar resposta pra tudo. Queremos sempre achar o final, a chave da porta, o ponto ao final da frase, o resultado da equação, o encontro das retas. Sempre queremos decifrar o indecifrável, caçar, cutucar, mexer lá no fundo pra encontrar, mesmo que seja uma ínfima partícula de resposta que nos solte aquela onomatopéia de alívio presa, quase sufocada: Ufa!

Nesta busca tão ardente, latente, pulsante, e na correria que estas coisinhas peculiares nos impõem, acabamos por deixar as coisas mais fundamentais pelo caminho: esquecemo-nos das chaves do carro, do bilhete da geladeira, do beijo de despedida, do carinho, da conquista, do amor, da solidariedade…

Esta correria nos leva aonde? E onde a levamos? Que vida é essa que nós queremos ter? E por que esta vida é tão grata que nos quer tanto? Se nós, seres humanos incrédulos, muitas vezes não a queremos, ficamos “de mal” com ela?

Neste desenfrear de emoções, freiamos o nosso discernimento de ouvir as pessoas certas e amar as pessoas que nosso coração pede ; suportar aquelas que precisamos como evolução de aprendizado. E isso dá um trabalho danado para colocar nos eixos.

Hoje eu passei a tarde toda olhando a chuva cair no telhado… Passei ali horas, tão absorta em meus pensamentos, tão ingrata como sempre e tão preocupada com coisas tão íntimas, que me veio uma frase à cabeça:

“VOCÊ ESPERA MUITO POUCO DE SI MESMA, CONFORMA-SE COM POUCO”.

E aquilo martelou minha cabeça durante longos minutos… E eu me perguntei: onde foi que me deixei? Em que momento eu estava quando soltei minha própria mão para desbravar mundos tão sombrios?

Eu aprendi a ser amarga, fria, pouico carinhosa e insensível a dor…

E a frase de novo volta a martelar…

“VOCÊ ESPERA MUITO POUCO DE SI MESMA, CONFORMA-SE COM POUCO”.

E, como um insight lembrei de onde me perdi: perdi-me no momento que deixei que minhas emoções controlassem o meu crescimento.

Vou lá… Preciso retomar o caminho de volta e segurar minhas mãos novamente, mostrar-me que me amo e que tenho TOTAL CONTROLE SOBRE MINHA VIDA!

Nessas horas, é que eu vejo quem são os amigos,  os anjos e demônios enfurecidos, que espreitam de soslaio a minha derrocada… Todos estes te ensinam de alguma forma, basta olhar o copo meio cheio.

E quem sabe eu não volte a encontrar a pessoa que me disse a frase perturbadora, que se exauriu de minha presença, mas que foi a ÚNICA que soube dizer o que era necessário?

Amigos temos aos montes… Pra várias finalidades. Mas aquele que te olha, silencia e faz a crítica certa para você levar pro resto da vida como aprendizado, esse sim o é de FATO!

Não se abandone, não se entregue, não desiluda. Sempre vai haver um dia que sua armadura cairá, e você saboreará as dores e as delícias de ser quem é!

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