Tesouras que mudam…

Hoje eu acordei com um pensamento fixo: preciso cortar o cabelo. Acordei, tomei café e fiquei o tempo todo com o pensamento atrelado a isso. Até que levantei da cama e de fato afirmei: vou cortar o cabelo hoje! E quase bati o pé, num gesto birrento com o que eu sentia por dentro: minha razão queria, mas minha emoção desistia. E eu venci o conflito, fui lá e cortei, cortei mesmo, bem pequenino e curtinho.

Quando eu cheguei em casa, achei horroroso, fiz cara feia, olhei inúmeras vezes no espelho, senti saudades do meu cabelo de antes e até um pouco de arrependimento. Molhei, passei um creme e ele ficou lindo! Então, nesta hora, eu senti o sabor mais gostoso de todos: eu venci uma barreira.

Quem me conhece sabe que eu nunca gostei de cortar o cabelo, não pelo corte, mas pela mudança. Vinha protelando isso há meses, tudo por causa de uma insegurança besta, daquelas que impedem que você suba os degraus necessários. E eu subi. Achei linda a vista de cima.

Mudar é necessário, navegar é mais que preciso e sentir sensações revigoradas dá um toque especial à vida!

Se eu soubesse que um corte de cabelo seria a primeira de muitas libertações em minha mesmice cotidiana, teria passado a tesoura tão temida a mais tempo!

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