Reflexos e reflexões.

Quando eu era pequena, minha maior curiosidade era saber como se fabricava um espelho. Achava incrivelmente mágico como um simples vidro podia refletir uma imagem assim, do nada. E minha casa, que era lotada de espelhos, era o meu mundo de magia. Passava por eles, olhava um por um minuciosamente, mas não entendia.
Até que anos mais tarde, perguntei a uma professora como se fazia um. Ela achou graça na minha pergunta e respondeu que nada mais era do que um vidro, com uma camada de prata ou outro metal por trás. Eu não fiquei convencida. Aquela resposta era sem graça, então desafiei, dizendo a ela que desta forma, todo vidro pode ser um espelho. Ela disse que não e com estas palavras emendou: – Nem todo vidro é apropriado para refletir as coisas.

Depois de alguns anos, analiso e sei que isso é verdade. Não adianta ter uma boa camada de prata reluzente, se o vidro não é bom para segurar e suportar tantos reflexos.

Refletir, nada mais é do que sua própria imagem no espelho, em luz natural, sem cenário montado e aplausos. É analisar cada trajetória, cada minuto e sopro de vida e encontrar-se despido, absolutamente desprotegido. Cru, despreparado, desapegado. Cada momento de reflexão é travessia, um “reset” dado para apagar configurações desnecessárias à vida. Criar novos sistemas.

É como a inexistente fonte da juventude: só que, ao invés de sair mais jovem, saímos melhores.

A consciência nada mais é do que um espelho disponível que recorremos sempre que precisamos dar um retoque à vida!

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