Sapos.

Em desenhos, sapos são criaturinhas adoráveis. Representado num verde bem vivo, com olhos esbugalhados ficam mais fofos ainda. E quando são fêmeas? Ah, os cílios reforçados e o lacinho rosa na cabeça, são mais encantadores ainda. Benditos artistas que conseguem reproduzir toda esta graça.

Na vida real, quero-os bem distantes. Nada melhor que um laguinho, onde eles possam descansar. E, levando-se em consideração que moro a quilômetros de rios, riachos, lagos e afins, tá bom demais! As chances de ficar cara – a – cara com eles são mínimas. Ainda não sei como as princesas dos contos de fadas ainda tiveram coragem de beijá-los.

Agora, o que não dá mesmo (e isso eu nego com toda a minha energia) é tê-los dentro de mim. Nossa! Que digestão pesada, e isso quando conseguimos digerir. Aliás, o difícil é a digestão disso. E há quem ainda pega carona num bocejo seu, e os enfia goela abaixo, sem que você tenha tempo de hesitar. O fazem como a mãe que obriga o filho a tomar um remédio ruim, só que ao invés de curar, ele piora. Apodrece tudo que há por dentro.

Então, eu que não sou boba, aprendo, diariamente, a exercitar o silêncio. Lacro a minha boca e observo a vida passar. E, aos poucos, eles vão voltando ao lago, se que eu faça nenhum tipo de esforço. É difícil, dá trabalho, mas é necessário.

Até mesmo porque, o silêncio também é um tipo de resposta.

A resposta muda, mais que merecida àqueles que não sabem falar.

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