Atravessar paredes.

Esta semana eu comprei o livro “Fora de Mim”, da Martha Medeiros. Sempre que vou a esta livraria, tenho a certeza que sairei com um bálsamo nas mãos. Dito e feito. Que o livro é maravilhoso, isso eu nem preciso dizer. Meu apetite voraz pela literatura me fez devorá-lo em dois dias. Aliás, tudo que vem da criação desta mulher é estupendo. Ela sempre sabe das coisas. Escreve com olhos observadores e coração pulsante.

Durante estes dois dias de leitura, (que não posso dizer que foram dias inteiros e sim algumas horinhas apenas), li uma frase que me chamou a atenção. Li, reli, fechei o livro e pensei. Refleti. Foi a pausa, o quebra-molas na leitura: “você irá atravessar paredes”. Nunca tinha lido algo tão próprio, tão bem medido. Quem nunca teve que fazer isso?

Aliás, demolir e construir também é necessário. Demolir é uma decisão, um ultimato. Um “não aguento mais” preso na garganta e tantas vezes adiado. Na imaginação, brinca-se de Lego. Imagina-se a mesma parede sendo derrubada e reconstruída, num ciclo vicioso de uma coragem fantasiosa, mas que um dia irá despontar. Quando a parede vai abaixo é muito bom. Mesmo porque parede é sempre obstáculo, prisão.

Agora, construir é melhor ainda! Não há o que perdoar, tão pouco lamentar. Você sempre vai construir de forma leve, com o pensamento livre e as emoções soltas. Fará de forma diferente. Até porque não há muito sentido em levantar algo que foi ao chão da mesma forma. Não há porque reaproveitar os entulhos da demolição anterior.

Porém, há vezes que não tem jeito. É preciso atravessá-la. Tem situações que uma marreta não serve, não adianta e não ajeita. Ela está ali, tão nutrida de si mesma, e ali ficará, independente de suas insatisfações. Então, você tem de estar preparado, forte, certo do que quer. Analisar, planejar e se dedicar ao seu intento. E, principalmente, acreditar que dá, que vai valer a pena, que vai renovar a energia, que vai ser adornado de coisas boas… que vai. E você vai. Dói, mas vai. E consegue.

Ninguém merece ter uma vida sem o sabor da felicidade. Sei que é particular ao paladar de cada um, mas sempre haverá uma forma compatível ao que seu coração deseja.

Nada é conseguido sem o cansaço da caminhada e alguns arranhões!

 

 

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