Profundo.

Ele te puxa pela mão. Coloca-te em um lugar onde você nunca esteve. Brinca com sua sanidade. Ora se esconde, ora se revela. Ou até mesmo se camufla, confunde nossa visão. Tira nossa capacidade de raciocinar, faz de nós “bestas quadradas” absolutas, fica satisfeito quando somos bons, fica feliz quando nos tornamos melhores, fica em êxtase quando falamos dele. Adora saber que o carregamos. Fica envaidecido ao saber que afloramos nossa essência graças à sua lembrança.

É ele que nos faz contar piadas, tem o pique necessário para praticar aquela corrida tão adiada, mas que agora é mais necessária para ficar em forma e encantar não só o espelho, mas outros olhos. Ele gosta de nosso perfume e o jeito como olhamos nosso reflexo nas janelas dos carros estacionados, dando os últimos retoques na produção. Ele gargalha quando cantamos as músicas mais bobas e nos embala como um pai orgulhoso.

Briga quando desistimos e nos abraça quando não temos mais força. Aliás, ele é a força que nós precisamos para lutar sem ter medo. Ele nos ensina a colocar paixão nos nossos desejos, alimentar a chama com o bem querer. Ele quer que sejamos o melhor no que fazemos, apenas o melhor, e entende que esta evolução demora um pouquinho, mas ele não fica chateado, tem paciência. Ele espera com doçura. Aliás, se tem uma coisa que ele sabe fazer é esperar. E suportar tudo.

Ele bate palmas quando você dá um abraço apertado, perdoa uma mágoa, conquista novos amigos, alça novos voos, ajuda uma pessoa desconhecida, tenta consertar as coisas, pede perdão e se apaixona por novas pessoas… Ah… Esse último então o deixa nas nuvens! Certamente ele infla de tanto orgulho… E orienta. Sabe que você fará um zilhão de besteiras, mas ao mesmo tempo entende que você tem todo o direito de fazê-las para aprender.

Ele está na lágrima quando alguém parte, no choro de ciúmes, no pranto da ira contida, ou apenas do sentimento de fracasso. Está nas noites mal dormidas e no pensamento longe, na falta de apetite pela expectativa e na falta de palavras do encontro. Ele está em tudo. Ele preenche todos os espaços vazios. E chega quando menos esperamos. Bate à porta e não pede licença para entrar. Larga as malas no chão e se hospeda.

Agora, ele está dentro de mim e sinto uma alegria esfuziante ao pensar nisso. Aliás, ele sempre esteve, mas eu sempre dei de ombros quando o vi se aproximar. Ele ficou doente, certa vez cegou-me com sua antítese, mas se curou e hoje faz maravilhas em minha vida. Ele é a sensação do tropeço e recomeço, do fim do início.

Sem precisar citar uma palavra, você sabe certamente do que se trata. E aconselho que você se permita sentir isso também!

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