Eu queria ser livre…

Hoje eu pensei em escrever sobre liberdade no blog.  Pensei em mil formas de começar o texto, mil facetas a abordar, contar minhas experiências pessoais ao redor dela, mas decidi desistir. Como eu posso falar de liberdade, se meu coração está preso a uma pessoa? Seria engraçado e até forçado demais. E eu, sinceramente, não gosto de falar sobre coisas que não domino.

Mais uma vez eu tentei falar. Procurei de todas as formas. Escrevi, insinuei com minha mudança de visual, mostrei através do meu sorriso absurdamente largo, a alegria que acendi no rosto aos demais, o cuidado que tive de escolher algo que você gosta. Mas você não percebeu. Acho você lento demais para entender estas coisas. E eu terei que escrever com todas as letras para você notar. Mas não vou fazer isso. Não vale a pena.

Você não imagina como é ruim se acostumar com a dor. Sei que os problemas que você passa são muito mais sérios.  Estive ao seu lado, ouvi todo o tipo de reclamação sua, me compadeci quando vi seus olhos anunciarem um choro há anos contido, esbocei um abraço em minha mente, mas nada, além disso. Sei da sua essência, conheço seus medos e inseguranças. Conheço o seu jeito, de cabo a rabo, e acho isso mágico. E, quando me olho no espelho, sinto-me a mulher mais fraca da face da Terra. Não tive forças para dizer apenas uma palavra.

Liberdade? Não sei o que é isso, desde que vi minha vida entrelaçada à sua, vi meu passo seguindo o seu, senti meu olhar te procurando o tempo inteiro e meus dedos ansiosos por relatar isso tudo. Ontem mesmo conversava com uma amiga sobre você, e ela perguntou se eu nunca sofri de amor.  Disse que não e que não me permitia esse tipo de coisa. Cuspi pro alto. Adivinha onde caiu?

Eu quero você por inteiro. Não quero o copo meio cheio. Não quero o amigo que me faz rir, o colega que pergunta se estou bem por mera educação, o homem que diz que tudo vai dar certo. Vai dar certo como? Me explica? Aproveita e explica o que você causou na minha vida, o que você pretende com esta amizade estúpida. Me diz! Olha na minha cara e diz que eu tô ficando louca, que tudo o que eu sinto é uma viagem da minha cabeça, que eu tô colocando expectativas em nada, que eu NUNCA vou ser quem você quer, que seu sou uma despreparada para a vida, que eu confundi as coisas e que eu não sou a mulher mais interessante. Diga, mas fale bem diante de meus olhos, até que eles comecem a perder o brilho, fiquem opacos, entrem em transe, em fúria e eu passe a odiar a sua lembrança, os poucos dias que estive com você, até que eu deteste seu nome, seu trabalho,  fale mal de você, deseje o seu mal, arranque você dos meus sonhos e te ignore absolutamente.

Isso, diga! E devolva a minha liberdade, por favor!

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