Por que não aderir à fitinha rosa?

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Quem me conhece, sabe que eu não suporto essas “correntes” virtuais, que prometem realizar um milagre na sua vida se você enviar a mensagem para vinte pessoas em cinco minutos, ou que se você repassar a imagem da Nossa Senhora De Não Sei Lá Das Quantas (nessa hora, surgem santos que nunca ouvimos falar), seus desejos serão realizados. Nem vou falar daquelas de trocar a foto do perfil no dia das crianças, dia das mães, natal, porque eu sei que isso vai dar pano pra manga, além de que cada um segue o que lhe cabe e eu não tenho nada a ver com isso. Mas tem coisas que eu acho legais. Uma delas é o Outubro Rosa.

Ok, até posso ouvir uma risadinha sarcástica do outro lado da tela, posso até adivinhar seu pensamento ao ler isso: – Ué, mas não é a mesma coisa? Seria, se fosse apenas uma modinha, coisa que só as redes sociais sabem promover. E não se trata disso.

O Outubro Rosa é uma campanha dedicada à conscientização da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A Malvee, empresa do ramo têxtil, abraça esta causa há anos, com a campanha “Câncer de Mama no Alvo da moda”. Eu mesma já comprei vários produtos desta marca, não apenas para “ajudar”, como muitos o fazem. Adquiri as camisas porque é uma forma de abraçar essas mulheres guerreiras, mesmo que indiretamente.

Para esta campanha, foi adotada uma fitinha rosa (quer coisa mais feminina que isso?), que muitas pessoas estão exibindo em seus perfis de rede social, já vi em adesivos de carros e até presas nas roupas de mulheres na rua. Acho lindo e super válido, mais que bem-vindo. E não estou me contradizendo. Já vou explicar.

Ninguém imagina a dor que é você ver uma pessoa que você ama passar por isso. É algo que dilacera qualquer um, que comove, que abate. Mas eu nunca vi tanta gente guerreira com uma doença tão séria como essa. Mulheres que não deixam de sorrir, que não se entregam, que lutam a cada dia por um dia a mais, que passam a ver a vida com outros olhos (e outras prioridades também). Gente que já era incrível e passa a ser mais, mais viva, mais forte. Não estou querendo dizer aqui que ter câncer de mama é cool, porque está longe disso. Mas se fosse para escolher uma causa, seria essa, simplesmente porque gente raçuda me encanta. E eu aplaudo essas mulheres.

Então, antes de você nutrir um desdém plástico e gratuito, pare para pensar um pouco. Às vezes, apenas uma fitinha rosa pode ser aquele abraço de urso, aquele carinho na alma, o “tamo junto” que tantas pessoas precisam por aí. A fita é apenas simbólica, mas o amor não.

E como o amor é meu pano de fundo, eu indico.

Aryane Silva

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