Eu-me

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Dessa vez, eu que me concedo a dança da vida. Chega dessa estupidez de aguardar que alguém me tire para dançar. Se eu rodopio, tropeço e caio, do chão não passo. Se eu danço desengonçada, pelo menos isso me fará rir, então já está valendo.

Bobo é quem espera que alguém chegue com flores e corações. Quer flores? Plante. Quer corações? Sinta. Mas tem de ser um sentir genuíno, pleno, não essa coisa de frases feitas que vemos por aí. Tem gente que acha que vivendo a superficialidade das coisas está provando ao mundo que é bom. Um mergulho na própria essência é infinitamente melhor.

O blábláblá de que “é impossível ser feliz sozinho”, eu já conheço bem. E concordo. Mas viver na dependência de que a nossa felicidade precisa de um segundo elemento, isso já é demais para meus neurônios. Lógico, a vida é muito mais saborosa quando podemos desfrutar alguns bons momentos com pessoas que estão na mesma sintonia, mas não posso me limitar a isso. Eu sei que há formas bem simples e encantadoras de me agradar.

Reconhecer-se como merecedor é fundamental e nessa hora temos de ser um pouco egoístas. Raramente olhamos para nós mesmos; preferimos o nosso reflexo nas opiniões dos outros a fazer valer nossa voz interior. E na boca desses somos vários: deprimidos, otimistas, bonitos, ridículos, encantadores, grosseiros. Na vida real podemos ser tudo isso também, mas na certa representaremos de forma única nossos papéis.

Polivalência é tudo. Não confunda com bipolaridade. Eu não preciso estar em todas para mostrar que posso, nem me trancar para escancarar que a solidão é a melhor rota quando se convive com gente rasa. Não. Eu me fecho quando preciso. Desabrocho quando há razão. E luto por mim, sem esperar que a vida me dê em troca.

Tem dias de sim e dias de não. Pessoas que nos querem, outras que nos repelem. Paz e confusão. Chuva e sol. Tranquilidade e Banda de Ipanema. Sempre existira alguém para completar e transbordar. Mas isso é o de menos. O importante é a troca, a disponibilidade, a vastidão que é entrar em outra vida e conhecer outro mundo. Ou deixar que passos desarmados entrem no nosso.

Essencial é saber que a convivência não pode ditar as regras. Ninguém tem a sabedoria de dizer quem somos. E dificilmente serão responsáveis pelo nosso estado de espírito. Vou-fazer-para-o-outro-me é cafona.

Eu-me é mais interessante e divertido.

Experimente.

Aryane Silva

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2 comentários sobre “Eu-me

  1. Aryane, eu acho você uma pessoa tão interessante, inteligente, fofa, agradável, bom papo, excelente escritora,…, e outras tantas coisas. Não há como não gostar muuuuuito de você. Você deve desabrochar sempre e só se fechar quando o ataque for muito importuno. Do contrário sua meiguice tira tudo de letra.
    Beijo com carinho,
    Manoel

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