O jogo semântico-poético de ele / ela acabou. Assumo a autoria do que escrever aqui para você. Sei que corro um risco absurdo, mas já passei por muita coisa nesses trinta e três anos de vida, então algumas palavras não podem trazer mais problemas dos que já tive. Na verdade, é por calar que eu apanhei das circunstâncias. E não tenho mais idade para cometer os mesmos erros.

Bom, eu queria que você soubesse de três coisas clichês: a primeira, é que eu estou com saudade. Um buraco imenso no peito, propriamente dito. A segunda, é que eu queria te ver (o que é uma consequência da ausência, pois não consigo imaginar que alguém se sabote sentindo falta de uma pessoa que não mereça), e a terceira é que eu não sei de nada. Nada de nada. Foi exatamente isso que eu disse quando me perguntaram de você. Respondi que a sensação que eu sentia era que perdi um órgão vital ou um membro que coça depois de amputado. A tua ida me doeu inteira. Continue lendo “…”

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Novo projeto: (d)anos

Oi, gente!

Eu sei que estou em falta com vocês em relação às postagens, então, primeiramente, gostaria de pedir desculpas por esse “hiato literário”. Mas estou de volta e, como sempre, após um pedido de desculpas, vem as boas notícias.

Iniciei ontem um novo projeto, lá no Wattpad e estou muito animada! É um romance, chamado (d)anos e, a cada dia, postarei um novo capítulo. Espero que vocês gostem e apreciem a leitura. Nele, tem muito de mim e das pessoas que passaram pela minha vida.

SINOPSE:

Como um coração partido na adolescência pode marcar a vida de duas pessoas, vinte anos depois? Nora levou anos para entender porque Lue, seu primeiro e grande amor, ainda povoava seus pensamentos e sonhos, mesmo depois de tantos anos. A resposta apareceu em um sebo, mais precisamente dentro de um livro sobre uma lenda japonesa. Para Nora, o amor é o maior dano que alguém pode sofrer. Para Lue, é uma busca de anos.

Link para acesso: https://www.wattpad.com/story/164170825-d-anos

Obrigada por sempre estarem comigo!

Nos vemos lá! ❤

Tudo bem

Tudo bem se você não me amar. Passarei por todos os lugares em que estivemos e não sentirei o coração apertar de saudade.

Tudo bem se você não me amar. Eu já aprendi a evitar as músicas daquele tempo e a caixa de recordações nossas eu perdi durante a mudança.

Continue lendo “Tudo bem”

Eu não quero mais escrever sobre você

Na tentativa de me deixar com raiva
ou com algum sentimento negativo,
ao invés de me machucar,
você me reinicia.
Toda vez que você me magoa,
usando meu afeto como malabares,
eu me torno melhor e percebo
que o meu tempo na sua vida está esgotando.
Quando você pensa e planeja
uma vingancinha emocional e infantil,
eu noto, reflito, paro por alguns minutos
e peço para a vida te dar um pouco de sabedoria.
Não me subestime, eu não ligo mais.
E também não dói tanto.
Venho apanhando da vida há anos.
A sua indiferença,
na melhor das hipóteses,
é só um arranhão
e o reflexo da tua solidão calculada.

Aryane Silva

Resposta

Só aguente mais um tempo. Eu sei que você consegue. Acredito que é só uma questão de tempo que, como sabes, organiza as coisas. Então, fique firme.

Daqui também sigo tentando me superar, mesmo que o desafio seja mínimo. Para mim, qualquer pequeno passo se torna uma grande conquista. Aqui também dói e cansa. Também espero e sofro. Mas estou de pé. Você quer que eu esteja, não é? Pois é, te desejo o mesmo. Parece que não, mas é verdade.

Não sei em que momento a vida nos separou. Logo agora que eu estou retomando antigos afetos. Sinto a tua tristeza em mim e não poder fazer nada é terrível. Essa semana eu ouvi de um amigo: “minha vontade é de te pegar pelo braço e sair contigo, correndo”. E quando ele me falou isso, pensei em você. Queria fazer isso contigo, porque eu sei como curar esse teu coração bruto e sofrido. E esse é o meu abismo diário: saber que posso, porém não devo.

Fique bem, meu amor. Esse mundo é grande, você é incrível, tão único que eu gostaria que você se visse da maneira tão bonita que eu te vejo. Você se amaria como eu te amo e se perdoaria de toda a distância e ausência.

Se você aguentar daí, eu aguento de cá. Só não desista, ok? E se por acaso você pensar nisso, meus ombros estão preparados para te levar, onde for. Onde a vida quiser.

Aryane Silva

Seja luz

Quando eu decidi seguir um caminho espiritual, minha vida estava uma bagunça. Ou melhor, eu era a própria bagunça. Estava sendo quem não era e tomando atitudes que não combinavam comigo. Desde muito pequena, através de sonhos e intuições, eu sabia que o meu caminho seria diferente das outras pessoas. Mas ignorei o chamado porque medo de parecer boba diante das pessoas e acabar ficando sozinha. Não é muito diferente do que agora. Mas a minha opinião sobre solidão mudou bastante. Já explico.

Continue lendo “Seja luz”

Quase leve

Fins de tarde sempre me dão algum tipo de tristeza, sendo ele de céu cinzento, azul ou com aqueles tons rosados que eu amo. E eu tenho sentido essa melancolia (isso: melancolia!) há um mês. Há exatos trinta dias, às cinco da tarde, abro a porta da sala, sento na varanda, acendo um incenso, boto a água do chá para esquentar e fico ali, inspirando e expirando, deixando algumas lembranças virem e irem.

Durante essas minhas reflexões diárias eu cheguei a uma conclusão: eu não sei lidar com pessoas difíceis. Não sei e não quero mais. Levei trinta e três anos para entender muitas coisas, as que permiti que fizessem comigo, o que fiz com os outros e o que eu não tenho inteligência emocional para lidar. Pessoas difíceis estão nessa minha lista.

Durante toda a vida, me foi ensinado que gente complicada, na maioria das vezes, tem um passado difícil ou não gosta de como vive. Fizeram-me acreditar que para ser bom você precisar aceitar tudo o que vier, de bom grado, porque é assim que deve ser. A vida inteira eu pensei que quando uma pessoa é grosseira, egoísta, manipuladora, indiferente, impaciente e arrogante é porque ela está em algum momento complicado ou, na menos pior das hipóteses, está em um dia ruim. Mas, recentemente eu descobri que tudo o que me disseram não é um padrão. Continue lendo “Quase leve”

Tudo o que eu queria te dizer

Sei que muita gente que ler o texto da imagem, não vai concordar comigo. Mas, na verdade, eu coloquei esse trecho de livro para você ler e refletir, porque eu já estou esgotada de todo esse jogo sem regras, cansativo e infinito. Eu já te disse antes – ou melhor, escrevi – que eu estava pronta. Que eu queria, tanto ou mais que você. Não sei porque não deu certo, em que momentos calculamos e planejamos errado. Minha intuição me diz que “ter um amor no meio do caminho” é o seu pensamento convicto. Ok, eu até concordo em certo ponto. Mas ele não poderia me parar. Isso eu te garanto.

Não sei se faz mais sentido me justificar, explicar, decretar tudo o que você já está cansado de saber. No fim das contas, há uma solidão, um lamento agudo e aquela esperança de que tomamos a decisão certa.

Só espero que eu não tenha decidido por você também.

Aryane Silva

Trecho do livro “As coisas que você só vê quando você desacelera”, de Haemin Sunim