Resposta

Só aguente mais um tempo. Eu sei que você consegue. Acredito que é só uma questão de tempo que, como sabes, organiza as coisas. Então, fique firme.

Daqui também sigo tentando me superar, mesmo que o desafio seja mínimo. Para mim, qualquer pequeno passo se torna uma grande conquista. Aqui também dói e cansa. Também espero e sofro. Mas estou de pé. Você quer que eu esteja, não é? Pois é, te desejo o mesmo. Parece que não, mas é verdade.

Não sei em que momento a vida nos separou. Logo agora que eu estou retomando antigos afetos. Sinto a tua tristeza em mim e não poder fazer nada é terrível. Essa semana eu ouvi de um amigo: “minha vontade é de te pegar pelo braço e sair contigo, correndo”. E quando ele me falou isso, pensei em você. Queria fazer isso contigo, porque eu sei como curar esse teu coração bruto e sofrido. E esse é o meu abismo diário: saber que posso, porém não devo.

Fique bem, meu amor. Esse mundo é grande, você é incrível, tão único que eu gostaria que você se visse da maneira tão bonita que eu te vejo. Você se amaria como eu te amo e se perdoaria de toda a distância e ausência.

Se você aguentar daí, eu aguento de cá. Só não desista, ok? E se por acaso você pensar nisso, meus ombros estão preparados para te levar, onde for. Onde a vida quiser.

Aryane Silva

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“Di” (para ler ao som de Vento no Litoral)

Que fique claro: não queria me apaixonar. Eu era daquelas jovens que acreditavam que o amor só aparece uma vez na vida e, meses antes, eu tinha terminado um relacionamento de quatro anos. Na época, eu tinha certeza que era amor. Comecei a duvidar quando terminamos em outubro de 2001.

Em janeiro de 2002, algo diferente aconteceu. E é delicioso lembrar, dezesseis anos depois.

– Você vai ao luau do condomínio? – minha vizinha me perguntou, quando eu estava entrando no prédio.

– Luau? Não estava sabendo. – respondi, educadamente, querendo não estender a conversa.

– Sim, estamos organizando um. Sempre fazemos eventos como esse. Você quer ir?

– Não sei. Vou ver. – respondi, abrindo a porta do apartamento e encerrando a conversa. Continue lendo ““Di” (para ler ao som de Vento no Litoral)”