Uma história sobre empatia (ou a falta dela)

Há três meses, fui “achada” por uma colega dos tempos de colégio, em uma rede social. Tomei um susto quando ela me mandou uma mensagem, me chamando pelo apelido de infância. E, ao mesmo tempo, achei graça por ela ter lembrado disso, depois de quase vinte anos. Conversamos trivialidades, nada muito profundo, porque já passava das onze da noite e eu estava caindo de sono.

No dia seguinte, ela me mandou uma nova mensagem, querendo marcar um encontro. Achei estranho. Nunca tive intimidade com ela, nem éramos tão amigas assim. Mas ela queria me ver de qualquer jeito. Sugeriu vários lugares, alguns próximos, outros nem tanto. Respondi que estava almoçando, que pensaria em algum lugar legal e depois combinaríamos.

No segundo dia, após nosso reencontro virtual, ela me mandou mais uma mensagem, me cobrando o tal chopp, que eu sequer gosto. Percebi que ela não era do tipo de pessoa que insiste apenas três vezes. Eu estava lendo um livro de letrinhas minúsculas, quando recebi a mensagem. Respondi com um “ok, fechado”. E já comecei a sofrer, só de pensar em ter que sair de casa. Continuar lendo

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Leia, se puder

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Semana passada, esbarrei com um amigo nosso em comum. O Fafito, lembra dele? Aquele que você pouco falava sobre, por medo que eu me apaixonasse por suas tatuagens? Então, eu estava saindo do mercado, quando dei de cara com ele. Pensei que não me reconheceria, mas me enganei. Ao me ver, ele apertou o passo em minha direção, abrindo os braços e pedindo um abraço. Atendi seu apelo corporal e fiz bem. Há tempos eu não recebia um abraço tão bom.

Guardei as compras no carro ao perceber que aquele encontro casual não ficaria apenas nas conversas triviais e perguntas de praxe. Ele queria saber de mim. E falar de você. Continuar lendo