Sobre si

Ok, garota. Você já tem mais de trinta. Está longe de ser uma menininha indefesa. Aliás, nunca foi. Sempre foi observadora para ter certeza do próximo passo a ser dado. Nunca negligenciou um sentimento, por mais doentio que fosse. Guardou papéis de carta, de bala e alguns bilhetes. Escreveu cartas (muitas): rasgou a maioria delas por covardia. Virou escritora por valentia. Quis berrar para o mundo tudo o que guardou por anos, na memória e no coração. Continuar lendo

Um tempo

time_is_dead_by_mainli

Sei que você tem vontade de colocar uma mochila nas costas e ganhar o mundo. Que te bate uma vontade tremenda de chutar o balde, sair de uma realidade que talvez não te agrade tanto.

Sei que rezar o Salmo 23 talvez não seja mais tão eficaz quanto era antes e o teu Cristo de cabeceira esteja virando um souvenir e não um amigo nas horas difíceis. Continuar lendo

– Sim, eu preciso continuar.

hurt_by_Rubashka

Eu sempre fui frouxa para machucados. Para dor, em geral. Até se eu arrancasse um “bife” fazendo as unhas era um chororô só. Não sei se isso tem alguma relação com meu signo (Touro), ou se eu vim com esse defeito de fábrica. Todas as vezes que caí quando era pequena, ralei joelhos, perdi as pontas dos dedões ou tive bolhas causadas por sapatos novos, eu sempre chorei. Coisa cinematográfica mesmo; abria o berreiro. Só que me dava mal, porque, na maioria das vezes, ou ouvia um “engole o choro, garota”, ou ninguém vinha me acudir e então aprendi a cuidar dos meus ferimentos sozinha (isso não foi uma metáfora). Continuar lendo