Que me lê

Sou a favor de tentativas e insistências. Já desisti de coisas demais. E acredito que você, que me lê agora, também já tenha deixado muitas coisas para trás. Estamos muito longe, eu sei. E somos muito diferentes. Aqui chove e é domingo. Eu quis escrever. Desculpe, mas eu precisava escrever.

Em alguns momentos, enquanto escrevo, me acho muito egoísta. Falo de mim, dos meus sentimentos e sei que ninguém liga para isso. Mas não sei como falar de você, sem falar de mim. Tudo nasce aqui. Serei gentil a ponto de pular os clichês repetitivos de insônia e saudade. Das gavetas vazias e dos ombros cansados. Porque, no final de tudo, ninguém liga. Continuar lendo

04:30

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Era um sopro, era um encanto.
Uma vontade de acertar, mesmo eu sendo tão errada  e inadequada para a vida, feita de uma matemática que não batia, no final. Uma especialista em autossabotagem, em mergulhos cegos e vôos rasantes no descaso, na preguiça. Continuar lendo

Do que eu sei

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Eu sabia que alguma coisa estava errada comigo. Acreditei ser o inferno astral que se vive um mês antes do aniversário. Deixei o café esfriar por diversas vezes e esqueci a porta aberta em dia de chuva. Não me lembrei de prazos e falei o que não devia. Abandonei o meu entusiasmo totalmente, deixei me chamarem no portão e não atendi. Esqueci o celular desligado. Não paguei a conta de telefone. A ração do cachorro acabou e eu não vi.

Pensei que era paixão, mas não é (desta vez). É a cabeça trabalhando sem parar, me mostrando algumas verdades que eu esqueci no fundo da gaveta. Continuar lendo

Bolha

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Alguém aqui já teve vontade de entrar numa bolha e não sair de lá até que o mundo voltasse ao normal? Levanto a mão aqui, do outro lado da tela. Mas confesso que estou aprendendo (a passos de formiga) a caminhar por tantas situações que me desagradam. Para mim, é muito dolorido ver o quanto as pessoas estão egoístas umas com as outras. Ver que, por mais que cada pessoa tenha direito a um “infinito particular”, um mundinho só seu, outras não entendem isso e derrubam a porta para entrar, sem serem convidadas. Tem muita gente que não sabe respeitar o sentimento e a vontade do outro, para não fazer um terceiro sofrer. E assim, saem atropelando nãos, derrubando as benditas cercas brancas que todos nós devemos colocar para evitar desgastes desnecessários. Continuar lendo