Um quase trevo, um quase amor

Certo dia eu estava saindo de casa, quando reparei que no meu jardim havia uma planta que parecia um trevo, mas só tinha três folhas. Eu pensei: “nossa, é quase um trevo. Se tivesse só mais uma folhinha… Que pena”. Pedi para uma aluna abaixar e arrancar. Trouxe para dentro de casa e cometi um erro que, para mim, é gravíssimo.

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O mundo é fraco para o amor dos fortes

Hoje à tarde fui ao centro comercial do meu bairro, resolver algumas pendências. Confesso que não estava com muita vontade, mas tenho andado adepta a não adiar o que pode ser resolvido na hora. A rua cheia de pessoas, as marchinhas de carnaval ecoando nas lojas e a animação daquele mar de gente me fez um bem danado. Senti a energia positiva e efervescente daqueles que contam os dias para cair na folia. Passei por uma rua de paralelepípedos, abarrotada de gente e fantasias expostas e, em uma das lojas, ouvi uma música latina tocando. Sorri.

Parei para tomar um sorvete e ri para um bebê no colo de uma mulher que andava à minha frente. Alguma coisa o fez rir também. Na mesma hora, passei a mão nos meus cabelos, que soltos sempre despertam sorrisos em pequenos  que sequer falam. A criança estava com o olhar tão fixo em mim, que a mãe se virou. Ela sorriu e seguiu seu caminho. Pensei ” o que eu tenho que todo mundo está sorrindo hoje?“. Vi que o dia começou bem e supus que terminaria melhor ainda.

Até a hora de voltar para casa. Continue lendo “O mundo é fraco para o amor dos fortes”

Que me lê

Sou a favor de tentativas e insistências. Já desisti de coisas demais. E acredito que você, que me lê agora, também já tenha deixado muitas coisas para trás. Estamos muito longe, eu sei. E somos muito diferentes. Aqui chove e é domingo. Eu quis escrever. Desculpe, mas eu precisava escrever.

Em alguns momentos, enquanto escrevo, me acho muito egoísta. Falo de mim, dos meus sentimentos e sei que ninguém liga para isso. Mas não sei como falar de você, sem falar de mim. Tudo nasce aqui. Serei gentil a ponto de pular os clichês repetitivos de insônia e saudade. Das gavetas vazias e dos ombros cansados. Porque, no final de tudo, ninguém liga. Continue lendo “Que me lê”

Do que eu sei

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Eu sabia que alguma coisa estava errada comigo. Acreditei ser o inferno astral que se vive um mês antes do aniversário. Deixei o café esfriar por diversas vezes e esqueci a porta aberta em dia de chuva. Não me lembrei de prazos e falei o que não devia. Abandonei o meu entusiasmo totalmente, deixei me chamarem no portão e não atendi. Esqueci o celular desligado. Não paguei a conta de telefone. A ração do cachorro acabou e eu não vi.

Pensei que era paixão, mas não é (desta vez). É a cabeça trabalhando sem parar, me mostrando algumas verdades que eu esqueci no fundo da gaveta. Continue lendo “Do que eu sei”

Bolha

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Alguém aqui já teve vontade de entrar numa bolha e não sair de lá até que o mundo voltasse ao normal? Levanto a mão aqui, do outro lado da tela. Mas confesso que estou aprendendo (a passos de formiga) a caminhar por tantas situações que me desagradam. Para mim, é muito dolorido ver o quanto as pessoas estão egoístas umas com as outras. Ver que, por mais que cada pessoa tenha direito a um “infinito particular”, um mundinho só seu, outras não entendem isso e derrubam a porta para entrar, sem serem convidadas. Tem muita gente que não sabe respeitar o sentimento e a vontade do outro, para não fazer um terceiro sofrer. E assim, saem atropelando nãos, derrubando as benditas cercas brancas que todos nós devemos colocar para evitar desgastes desnecessários. Continue lendo “Bolha”