Rasgando o tempo, dobrando mapas

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O tempo passa e aprendemos a entender as perguntas, antes de querermos todas as respostas.
Sabemos diferenciar vontades de necessidades.
Abrimos mão do momentâneo.
Tudo que tem prazo de validade, cansa.
Com o tempo, paramos para pensar no que podemos fazer diferente no dia seguinte.
É o despertador que dá a largada.
Escutamos um relato triste sobre a vida de alguém e agradecemos por estarmos bem, o que antes passaria batido. Continuar lendo

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O que a chuva me traz

Eu não pretendia escrever sobre você. Não hoje. Não agora. E em todas as vezes que pego o computador para escrever a crônica da semana ou meus pensamentos em um diário, preciso fazer um esforço hercúleo para evitar usar seu nome. Crio personagens idênticos, com ressalvas ridículas, como se pintasse a mesma imagem diversas vezes e me preocupasse em trocar as cores para não ficar parecido. E sempre fica, não para quem me lê por que, na maioria das vezes, o fazem por uma notificação no e-mail sobre a nova postagem (sempre às segundas-feiras, pela manhã) ou quando o Google me dá uma força e eu coloco tags mais específicas. Alguns me leem no metrô, pelo celular, outros, nos tablets, garimpando blogs literários.

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Um dia

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Um dia, eu voltarei. Para você, para aquela cafeteria do bairro mais brega que eu conheço, pro guarda-chuva dividido, pra sua tela de computador. Serei Eurídice, Heloísa, Julieta e até mesmo Beatriz, ainda que me falte um pouco de amor para ser todas elas. Cantarei Tom, errando a letra, como um ritual sagrado durante a faxina de sábado. Ou colocarei as blusas por ordem de cor, dentro do seu armário de porta emperrada. Continuar lendo