Quem sou eu

Até hoje me faço essa pergunta, porque já fui muitas e quase nenhuma ao mesmo tempo. Quero ser todas, mas consigo ser o que me cabe. Tento ser as mais aplaudidas, mas o que consigo no máximo são umas palmas ralas e descompromissadas. Já quis voar, mas meus pés estão bem no solo. Quando eu era pequena, sentia dores no estômago por querer muitas coisas e me atropelar nas buscas. Hoje, vinte e poucos anos depois, com quase trinta, o desconforto estomacal não some, e grita por desejar mil coisas e não saber por onde começar.

Resumindo: sou criança que perdeu na brincadeira. Sou mulher que não sabe mais brincar.

 

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