Sobre si

Ok, garota. Você já tem mais de trinta. Está longe de ser uma menininha indefesa. Aliás, nunca foi. Sempre foi observadora para ter certeza do próximo passo a ser dado. Nunca negligenciou um sentimento, por mais doentio que fosse. Guardou papéis de carta, de bala e alguns bilhetes. Escreveu cartas (muitas): rasgou a maioria delas por covardia. Virou escritora por valentia. Quis berrar para o mundo tudo o que guardou por anos, na memória e no coração. Continuar lendo

A sabedoria dos pássaros

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Entender, nem sempre, é necessário. Às vezes experimentar é fundamental. Alimentar os sentidos.

Não saber pode ser o melhor passo a ser dado na caminhada evolutiva.

Talvez, estejamos querendo saber demais, correndo mais do que as pernas podem suportar.

Todos nós somos crianças teimosas e birrentas quando a vida não nos deixa ver o que há do outro lado da porta existencial. Continuar lendo

A mim

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Vou me dar um tempo. Alguma coisa está me pesando mais que o normal. Por mais que eu saiba carregar muita coisa, não quero mais. Algo me dói nas costas e no coração. Preciso entender o que anda me afastando dos meus ideais e dos sonhos que eu tinha. Os dias nascem iguais e eu também. E se a vida é esse movimento diário e necessário, algo está me adormecendo e me fazendo perder a hora. Continuar lendo

04:30

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Era um sopro, era um encanto.
Uma vontade de acertar, mesmo eu sendo tão errada  e inadequada para a vida, feita de uma matemática que não batia, no final. Uma especialista em autossabotagem, em mergulhos cegos e vôos rasantes no descaso, na preguiça. Continuar lendo

Do que eu sei

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Eu sabia que alguma coisa estava errada comigo. Acreditei ser o inferno astral que se vive um mês antes do aniversário. Deixei o café esfriar por diversas vezes e esqueci a porta aberta em dia de chuva. Não me lembrei de prazos e falei o que não devia. Abandonei o meu entusiasmo totalmente, deixei me chamarem no portão e não atendi. Esqueci o celular desligado. Não paguei a conta de telefone. A ração do cachorro acabou e eu não vi.

Pensei que era paixão, mas não é (desta vez). É a cabeça trabalhando sem parar, me mostrando algumas verdades que eu esqueci no fundo da gaveta. Continuar lendo